DO AMOR












Beija-a docemente no pescoço, nos ombros.
Com a ponta dos dedos afasta delicadamente
as alças da camisa de noite,que desliza pelo
corpo (ainda) esguio, deixando-o integralmente nu.
Vestido de inúmeros sentires.
De imediato ela poisa os olhos no chão,
tímida na sua nudez.
Num gesto suave e terno ele levanta-lhe
o queixo e os olhos de ambos beijam-se longamente.
Toma-a nos braços e deita-a sobre o
lençol imaculado, que cobre a relva do jardim.
Entregam-se. Ela molhada de desejo,
ele sedento do momento mágico, sublime.
Amam-se lentamente, sob um céu negro,
iluminado pela luz que os seus corpos irradiam.

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